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E AÍ, BOLSONARISTA? O PREFEITO LEANDRO 'POUCO FEZ' E A RUÍNA QUE ABRE NA GESTÃO DE BIRIGUI

Crise na cidade tem médicos em greve, motoristas em ameaça e saída de secretária

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Com um mês e dez dias de administração, o prefeito bolsonarista de Birigui, Leandro Maffeis (PSL), tem enfrentado uma série de problemas em serviços básicos que devem ser prestados a contento, pelo Poder Público, à população. O gargalo principal está na saúde pública e a solução ideal parece estar distante de ser encontrada.

Após romper contratos com a Organização Social Irmandade Santa Casa de Birigui, que na gestão do ex Cristiano Salmeirão (PTB) tomou conta dos serviços de Saúde no município, Maffeis bateu de frente com os problemas e a Justiça. Tanto que foi obrigado a fazer acordo para pagar dívidas com a entidade.

Nesta última semana, médicos que atuam nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Birigui entraram em greve por falta de pagamento. Também um problema herdado de contratos entre a Prefeitura e a mesma OSS da Santa Casa. É coisa que vem da administração passada? É. Só que o bolsonarista Maffeis entrou na disputa eleitoral propondo ser diferente e corrigir erros do passado. Mas, pelo que se vê, está perdido ou muito mal assessorado em suas ações administrativas.

Um sinal de que a governança não vai bem é o fato de o município já ter perdido uma secretária de Saúde que deixou o cargo disparando aos quatro ventos que sua saída se devia à pressão política exercida pela classe contra serviços prioritários à população.

Em miúdos, a referida ex-comandante atribuiu a vereadores culpa por pressionarem a secretaria de Saúde a, na base do jeitinho brasileiro, passar na frente de consultas, exames, cirurgias e afins potenciais eleitores, conhecidos ou cabos eleitorais que já cobram as faturas do pós eleições.

A saída da secretária é apenas um indício de que mais gente pode abandonar o barco bolsonarista de Maffeis. A última da vez, para rimar, vem dos funcionários que conduzem o transporte coletivo na cidade. Com salários atrasados, eles também ameaçam cruzar os braços.

É mais uma corda que se enrola no pescoço de Maffeis e que o levará a ficar ainda mais refém de uma Câmara que já derrubou uma secretária e que está com a faca amolada para “ajudá-lo” a solucionar cada problema que surge com um tipo diferente de barganha.

Tudo porque o prefeito eleito pelo PSL não tem sabido articular ou não tenha a seu lado quem exerça esse papel com pulso. O que se sabe é, por exemplo, que Maffeis tem como chefe de gabinete e secretário de governo, por exemplo, dois jovens inexperientes em articulação política. Um é jornalista, radialista, locutor de rodeio e ex-assessor de vereador. O outro, enteado de um ex-vice-prefeito que acabou sendo expurgado de uma entidade de moradias populares onde reinou por décadas e acabou saindo pela porta dos fundos, sem dinheiro e sem ter mais o que ostentar, como fizera num passado não muito distante.

Em outras palavras, o prefeito Maffeis está lascado. É culpa do que pegou quando assumiu o cargo?Em parte, sim. Até porque, Cristiano Salmeirão não foi um exímio governante para Birigui, pois se tivesse sido a cidade não teria virado assunto nacional com a escandalosa Operação Raio X, onde médicos que sempre mostraram poder na cidade foram presos, e assim continuam, por um escândalo em contratos de serviços de Saúde que pode ter desfalcado os cofres públicos, numa penca de cidades brasileiras, em meio bilhão de reais.

Mas nem por isso, Maffeis pode tocar a cidade do jeito que está. Para quem foi eleito com a bandeira do bolsonarismo, até agora ninguém viu mobilização alguma de integrantes do seu governo ou do próprio chefe do Executivo para bater à porta dos governantes em Brasília em busca de ajuda.

Passado pouco mais de um mês de administração em Birigui, o que se vê por parte do governo municipal é uma série de ações de roçagem de mato e o asfalto de famigeradas ruas da cidade. Coisas que não devem ser vangloriadas, uma vez que são simples obrigações de qualquer gestor público.

Não à toa, Leandro Maffeis já vem sendo chamado pelos biriguienses – em especial os de oposição, claro – de Leandro “Nada fez”. O correto, até para que tenha condições de mostrar seu potencial como prefeito, é dizer que até aqui Birigui tem um prefeito que “pouco fez”. Mas que está a um passo do nada.


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