Por que tanta arrogância no mundo, se a morte é democrática?
Por que tantas doutrinas e religiões, se Deus é um só?
O fluir da loucura pode ser o caminho para a busca da sensatez e o despertar dos ingênuos?
Existe razão na loucura?
À busca do solitário é a de se encontrar, ou buscar a si mesmo?
Seu pior inimigo pode ser você mesmo?
A plena liberdade existe, ou é somente um estado da mente?
Se o pensamento é incontrolável, por que não controlar o desejo?
A virtude do virtuoso é o não se mostrar bom?
Por que o bom é odiado e invejado?
Por que o mal é cultuado e proliferado?
Por que tanta idolatria ao supérfluo?
Qual o “pano de fundo” da busca eterna pela juventude?
Por que se transparecer aquilo que não se é?
O homem é só um cadáver adiado (Fernando Pessoa)?
Quem, sinceramente, melhor aponta nossos defeitos, o amigo ou o inimigo?
Por que tantos ignorantes, se a arte, a literatura, a filosofia e a cultura em geral estão disponíveis, em princípio, sem custo?
Por que a política – a mais importante das atividades humanas (disse Platão) – é tão desvirtuada para o mal?
Por que o Estado brasileiro está onde não deveria, e onde deveria não está (Eduardo Giannetti)?
Por que a educação no Brasil caminha a passos de cágado, mas a corrupção e o crime organizado à velocidade da luz?
Por que parte da mídia nacional se rende diante do poder econômico ou político?
Por que tantas regalias no setor público no Brasil?
Por que pensões e aposentadorias vultosas no setor público, enquanto no setor privado o cidadão comum (em sua maioria) recebe um salário-mínimo?
Por que focar eleição (ou reeleição) no Brasil é sempre mais importante do que discutir políticas públicas voltadas ao bem comum?
Por que o cidadão tem que financiar eleições?
Por que o Estado brasileiro financia ricos grupos privados, enquanto metade da população do país não possui saneamento básico, ou educação de qualidade?
Por que a Constituição da República de 1988 centralizou a arrecadação de impostos na União, enquanto entes federativos que mais geram impostos ficam no “prejuízo”?
Por que o cidadão brasileiro não sabe para onde vai o dinheiro que paga de imposto?
Por que se manter no Brasil pequenos municípios que não arrecadam o suficiente para cobrir suas despesas?
Por que tantos partidos políticos no Brasil, e, em sua maioria, sem conteúdo programático?
Por que a economia/mercado financeiro são tidos como sendo mais importantes que a preservação do meio ambiente?
A política no Brasil é movida por lobbys, ou pelo interesse público?
A operação “Lava Jato” – anulada pela Justiça – demonstrou a existência de corrupção sistêmica no país, ou foi uma ficcional tragédia shakespeariana?
Por que tanta mudança de interpretação – insegurança jurídica - de temas relevantes da Constituição da República pelo STF (Supremo Tribunal Federal)?
Por que alguns membros do STF têm resistência a um Código de Ética?
É ética e correta a blindagem de membros do STF?
Falta ao brasileiro senso crítico, ou não?
Adelmo Pinho é promotor de justiça em Araçatuba (SP), articulista, escritor e membro da Academia Araçatubense de Letras (ALL).
(Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação)







